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  • Foto do escritorJoão Nabuco

Como estimulamos o vigor de produção da Cana-de-açúcar

É possível estimular o vigor produtivo de uma planta rústica como a cana-de-açúcar? Foi essa pergunta que nosso cliente Armando Fábio fez depois de ver os resultados na lavoura de café.

Como a homeopatia age na força da planta, um modo de ação que nenhum outro produto tem, pensamos que sim! é possível, mas é viável economicamente?

Dessas questões, nasceu uma parceria de muito sucesso para buscarmos entender como inserir os produtos homeopáticos no cultivo de cana. Nosso cliente Armando foi perspicaz e visualizou o potencial do uso na cana, para isso, disponibilizou uma área da fazenda dele iniciarmos os testes.

Começamos em 2020 comparando o uso da H24 com H17, o comparativo parecia promissor mas a lavoura cresceu e não conseguimos avaliar os testes. Entrar na lavoura de cana não é moleza e sem a técnica certa de biometria acabamos perdendo o teste.

Foi assim que surgiu mais um parceiro para somar forças e responder essas questões. O técnico e pesquisador Aparecido dos Santos, conhecido como Cidinho, chegou colocando ordem nos testes, organizando tudo dentro do que já é feito de pesquisa com cana-de-açúcar.

Comparamos os uso das homeopatias H21 e H17 no perfilhamento e enchimento de colmos de cana. Cidinho organizou 12 parcelas com os tratamentos para medirmos sempre no mesmo lugar e não perdermos onde os testes estavam. Avaliou a cada 30 dias o perfilhamento até os 280 dias após plantio, quando o perfilhamento estabiliza e a planta já selecionou os colmos, no final fez a biometria com contagem de colmos e amostragem para pesagem com posterior análise estatística.

A H21 foi selecionada por estimular a planta em momentos de estresse como plantio, colheita estresse hídrico e de frio. Já a H17 estimula a desintoxicação por herbicidas, crescimento radicular e estresse hídrico. Ambas tinham potencial de conseguir estimular a lavoura, mas com certeza, uma teria resultados superiores.

E foi exatamente isso que a análise estatística demonstrou, as duas homeopatias foram boas para estimular o perfilhamento e a produção, mas a H21 proporcionou um resultado superior, como vemos nos gráficos abaixo.

Nesse gráfico podemos ver que a H17 estimulou o aumento de produção, mas os resultado da H21 foi superior proporcionando um ganho de 108 gramas por colmo.




No começo da primavera as plantas tratadas com H17 estavam maiores e apresentavam mais perfilhos na contagem do Cidinho, mas elas não foram eficientes em converter esses perfilhos em colmos produtivos.

Nesse sentido a H21 saiu melhor em estimular a capacidade da planta em regular a quantidade de perfilhos e posteriormente o enchimento de colmos. As plantas que receberam H21 conseguiram ser mais eficientes no uso dos recursos disponíveis, lidaram melhor com a seca e a aplicação de herbicida. No final conseguiram transformar mais perfilhos em colmos aumentando a produtividade final em 10 toneladas, como vemos no gráfico abaixo.

No total foram duas aplicações, uma junto do fungicida no sulco na cobrição de toletes, e outra na aplicação do herbicida, ou seja, aproveitamos duas aplicações que já seriam feitas para acrescentar os produtos homeopáticos.

Um ponto importante para nós é a facilidade usar a homeopatia no dia-a-dia da lavoura. Nesse caso aproveitamos pulverizações que já seriam feitas, sem alterar a rotina da fazenda. Poderíamos aproveitar a água de irrigação no caso das mudas de MPB ou a aplicação de vinhaça.


A homeopatia é uma ferramenta única porque consegue estimular a auto regulação fisiológica do organismo, com isso, a planta tratada consegue ser mais eficiente em superar os problemas, como estresse hídrico, poda, ataque de pragas e doenças. Tudo isso sem perder em produtividade, pelo contrário, a planta estimulada adequadamente pela homeopatia é mais eficiente no uso dos recursos e sempre vai produzir mais.

É exatamente esse efeito que vemos da H21 na cana, que mesmo sendo uma planta rústica, respondeu muito bem ao estímulo, sendo mais eficiente em perceber o ambiente e utilizar os recursos disponíveis. Ao invés de uma brotação exagerada em um período de seca, as plantas com H21 armazenaram recursos para transformar os perfilhos em colmos mais pesados na época de colheita.


Análise econômica

Agora vamos falar um pouco sobre a questão da viabilidade econômica, como vimos acima nós aproveitamos as pulverizações que a fazenda já iria fazer, então não houve o custo de pulverização extra. O uso da H21 promoveu um incremento de 10 toneladas por hectare, considerando um preço médio pago pela usina ao agricultor de R$ 167,00 por tonelada, houve um incremento de R$ 1.670,00 por hectare, um valor muito superior aos R$ 12,32 investidos na compra das duas doses, o que deixa claro a total viabilidade econômica do uso da H21 em cana-de-açúcar.

Gostaríamos de agradecer ao nosso cliente e amigo Armando Fábio e ao amigo pesquisador Cidinho pela parceria e sinergia nesse trabalho tão interessante e com tanto potencial de uso.


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